18 março 2012

Caminho Suspenso



Ao nos lançarmos, a única coisa que temos em mão é um planejamento, porque só vamos saber como será fazendo. Só na arena e com a resposta direta do público é que estamos intervindo no espaço.
E você tem das pessoas...
A entrega, quando ouve “eita, perdi meu ônibus”.
Limitação em como se percebe o mundo ou talvez se defenda nele “Oxe! E ta que nem criança?!”
Medo e ainda na defesa “espero que não venha pra cima de mim”
E ver também que não faz a menor diferença você estar ali, como um motorista ao tirar o carro do estacionamento que simplesmente te ignora. E todos congelam, para dar passagem e continuar invisível, mas mesmo assim intervindo.
Não existe ensaio, cena. É apenas um instante, uma ação, apenas um momento efêmero.
Motivações diferentes entre o artista e o homem, entre inércia e ação, entre política ou não.
Muito, prazer! Eu faço ARTE!