23 agosto 2008

Amores chapeleiros...


Tanto amor, prazer e felicidade em estar/ ser vocês...
Cada detalhe, som, risos palavras faladas ou caladas nos completam...
Esta é a verdadeira arte...

Ser Chapeleira é...


O que é ser chapeleiro?

É ter amigos, ter liberdade de trocar idéias, de fazer teatro, música... enfim compartilhar ações que envolvam a arte.

O que você busca no teatro?

Música, pesquisa, trabalho...

Que momento pra você foi marcante no grupo?

O convite para fazer a trilha de Alice!?

Você tira o chapéu pra?

Minha família e meus amigos

Você não tira o chapéu pra?

Aqueles que insistem em julgar

16 agosto 2008

Rodapé... Entrevista no Aldeia



Introdução faça uma breve biografia, sua formação, atividades.

Na certidão, Tácia Graciele de Albuquerque Silva, mais conhecida como Tácia Albuquerque (ou ainda Tacita, Taça, Tacinha, Tassílaba... ), 23 anos e alagoaníssima.

Desde pequena, sou amante das artes e tenho admiração por todas as linguagens, por isto é comum vocês me verem por ai brincando, dançando, cantado ou pintando o sete rsrs Mas em cima dos palcos consigo unir estas artes e me completar.

Não gosto de ficar parada e estou sempre aprontando:
Posso graduação em Pedagogia pela UFAL (2008) Atriz, performen e integrante da Associação Artística Cia. do Chapéu. Sou Arte-Educadora e agente cultural de Teatro pela Secretária Executiva de Educação. Pesquisadora em Artes Cênicas vinculada ao NACE/UFAL. Integrante da comissão do Fórum Alagoano Permanente de Teatro.

Enfim, desenvolvo atividades na área de Artes, com ênfase em Interpretação Teatral, Intervenção Cênica, Performance, Indumentária e Ensino de Arte.

Como você começou na área de cênicas?

Em 2000, comecei a fazer teatrodança no colégio - CEAGB, com a prof. Nara Salles e foi fundamental para ampliar meu olhar sobre o Teatro e sua diversidade, a partir dai, comecei o Curso Técnico de Formação do Ator, além de participar de inúmeras oficinas, cursos, debates, palestras, leituras dramatizadas e espetáculos.

Sinto que estou sempre começando e muito tenho a aprender com meus amigos e todos que passam em minha vida, já tive o prazer de trabalhar com profissionais fantásticos e comprometidos, mas também já quebrei muito a cara... enfim, agradeço a todos, pois sempre aprendo.

Você participa desde quando da Cia do Chapéu? Que caminhos levaram o surgimento do grupo?

A Cia. do Chapéu, iniciou em 2002, não com objetivo de ser grupo, mas de um momento para reunir amigos e pesquisar Teatro. Inicialmente, nos encontrávamos no centro da cidade para realizar exercícios e propostas cênicas e depois debatíamos as experimentações. Estou desde o início do grupo e vivenciamos por muito tempo este processo, muitos amigos passaram e continuam conosco nesta busca.

Aos poucos foi que os transeuntes e comerciários, que estavam acostumados com nossas ações, começaram a nos rotular como um "grupo" e sentimos a necessidade de continuar as pesquisas não só nas ruas.

Assim, montamos o primeiro espetáculo do grupo "Apesar de Você", dirigido por Thiago Sampaio, depois passamos um longo período de dispersão, brigas, participação em outros grupos, estudos e descobertas (fundamentais para nosso amadurecimento).

Nesse período também começamos a realizar intervenções cênicas urbanas e encontramos/re-significamos nosso espírito interventor e artístico.


Motivados a atuar juntos, surge a idéia de montar a menina Alice, ela em busca de seu coelho, nós me busca de nossas identidades, nos re-aproximamos cada vez mais e...

De repente estavamos nós: juntos, produzindo mais, projetando, pagando aluguel de escritório, criando associação, quebrando a cabeça, rindo muito etc... etc...

Hoje somos nove chapeleiros: THIAGO, DONDA, PABLO, MARI, NATALHINHA, MAGNUN, LAÍS, FABRÍCIO e EU... crescendo com a ajuda de muitos amigos/parceiros...

Fala um pouco do episódio de como vocês chegaram ao nome da companhia. Porquê chapeleiros?

Lembra que falei: ... os transeuntes e comerciários, que estavam acostumados com nossas ações, começaram a nos rotular como um "grupo" ... Pois é, Magnun escutou e Thiago descreve bem:

Um dia, no centro da cidade, jogando com nossa arte, um transeunte que nos observava perguntou a outro transeunte que já nos havia visto outro dia: - O que é isso? E o outro respondeu: - É a Cia do Chapéu! Tudo começou a fazer mais sentido a partir daí!

Alice?! é o primeiro espetáculo de palco, dentro das atividades do grupo. Como começou esse projeto?

Alice é o segundo espetáculo do grupo e começou assim: uma menina, sem saber ao certo onde ia chegar... correu atrás de um coelho sonho... e...

Bom, com outro grupo tinhamos (Eu e Donda) tentado montar Alice, mas não rolou... sugeri a ele que nos dois montássemos uma adaptação dele, eu sendo Alice e ele os outros personagens (desafio): - Mas quem vai dirigir? Thiago! Pensamos.

No início, a idéia era montar Alice!? com 2 atores, mas durante os ensaios, sentimos a necessidade de um contra-regra para auxiliar: Isaac! Esse contra regra virou ator, que virou sonho...

No início, a idéia era montar Alice!? com 3 atores: eu sendo Alice e os dois os outros personagens... mas sentimos a necessidade de outros atores e faltando três meses pra estreiar, com várias cenas montadas e personagens divididos... chegam 3 contra-regras: Magnun, Laís e Mari...

A idéia era montar Alice!? com 6 atores...

O texto por fim, não foi a adaptação de Donda, foi criado a partir do livro "Alice no país da Maravilhas"de Lewis Carrol, de uma adaptação de Erisvaldo Tavares e Thiago Sampaio e de improvisações cênicas. O processo de criação de cenografia e indumentária também foi coletivo e todos chapeleiros de alguma forma contribuem no espetáculo.

Aprendemos muito com o público, realizamos muitos ensaios abertos, para discussão e construção do espetáculo e até hoje estamos em processo de criação, acrescentando ações, trocando personagens... ou seja, crescendo com a menina Alice neste nosso país da maravilhas: o Teatro...

Você esta em cena grande dos diálogos. Quais meios você busca para manter-se firme na condução das cenas do mundo da personagem Alice?

Como montar Alice era uma grande vontade e paixão, mergulhei numa pesquisa histórica, literária, psicológica e interpretativa sobre o espetáculo. Também realizei uma intensa investigação corporal e sonora, que vem se modificando em cada nova apresentação. Tudo isso me ajuda na interpretação, mas gosto muito de ensaiar, acho que é um dos melhores momentos para criar, além de ler o texto/livro e buscar aprender na interação com público e atores durante as apresentações.

O espetáculo até essa apresentação na Aldeia já existe há quanto tempo?

Completamos em junho um ano de espetáculo, com mais de cinco temporadas na cidade, além de apresentações no interior do estado.

E porque estão sempre em processo, mesmo mantendo os mesmo diálogos, cada vez que as apresentações voltam em temporadas existe algo novo em cena?


Pois é, sempre estamos inconformados, sabendo que podemos melhorar. Além disso, lembra que inicialmente eu fazia Alice e Jonatha e Isaac os outros personagens, Mari, Laís e Magnun eram sonhos - contra-regras... pois é tudo mudou, ops, quase tudo...

Um dos objetivos do espetáculo é experimentar a rotatividade dos outros personagens entre os atores, só permanecendo Alice e estamos experimentando mesmo. Cada nova temporada, surgem novas mudanças em algumas cenas e na troca de personagens.

Por isso para quem já viu, vale a pena conferir e para que ainda não, vale a pena conhecer.

Bjão!!