18 janeiro 2013

UMA TARDE COM...

HOMERO CAVALCANTE


Hoje, sexta 18 de janeiro, passei um tarde maravilhosa com meu adorado professor e seus alunos da licenciatura em teatro... conversamos muito sobre as realidades, acertos e dificuldades da Cia do Chapéu nesses anos e como foi o processo  de montagem da Tabariz.

Agradeço o convite delicioso e o gostoso bate-papo!!

Depois  de nossas conversas, aproveitei para fazer umas perguntinhas a esse grande mestre, lá vai um resumo: 

1) Como você começou a fazer teatro?
           Foi por acidente, a Linda Mascarenhas era amiga da família de minha mãe e quando eu tinha 17 anos, estudava no Colégio Marista e fui convidado para fazer a leitura da peça Incelência de Luiz Marinho, que seria dirigida por Wolney Leite. Ela assistiu a leitura e me convidou para a ATA (Associação Teatral das Alagoas), mas eu não  queria atuar por isso fazia contra-regragem e o ponto.  Em 1973, a ATA montou o Inspetor Geral de Gogol  e três dias antes da estreia um ator desistiu, como eu fazia o ponto e sabia tudo decorado subi aos palcos pela primeira vez com 24 anos.

"Sou uma pessoa do teatro porque gosto, minha formação foi com o que li e vivi com Linda,  os cursos foram consequência e complementei com as convivências entre artistas". 
LINDA MASCARENHAS (1895-1991)

 2) Desse tempo, o que te dá mais saudade?
          Tenho saudades das pessoas reconhecidamente talentosas que não continuaram a fazer teatro por causa de outras profissões, pois acho que a presença dessas pessoas  teria contribuído muito com o teatro em Alagoas.  Também tenho saudades do espaço de convivência na casa da Linda  mas foi suprido pelo contato com as pessoas que hoje fazem teatro. Mas minha maior saudade é de perceber a ausência de um amor profundo, uma paixão visceral por fazer teatro.

 3) Como você vê o teatro hoje (2013)? 
          Vejo com mais esperança, esperança que perdure. Diferente da minha época, que tinha muitos grupos fantasmas (montavam uma peça e sumiam), vejo grupos que perseguem seus ideais. Hoje temos editais e apoios que facilitam. Tenho esperança que seja de melhor qualidade, pois há uma preocupação estética e dramatúrgica. Hoje tem estudos e cursos de teatro que solidificam os grupos para as coisas saírem com qualidade.


4) O que você acha que pode melhorar no teatro alagoano? 
           Pode melhorar a intimidade entre os grupos, o respeito, a interação, entendendo que cada um tem sua forma de fazer. Há pouca dramaturgia, entre os antigos e novos, há  pouca gente escrevendo teatro. Vejo com muita esperança  e acho que pode melhorar a solidariedade entre grupos, troca de ideias e materiais.
BATE-VOLTA 
UM ATOR: Marcos Wanderley (ator alagoano)
UMA ATRIZ: Luiza Daura (médica alagoana)
UMA PEÇA QUE ASSISTI INESQUECÍVEL: Foram duas que me emocionaram durante minha infância, com uns 8,9 anos e acho até hoje a coisa mais interessante do mundo: Uma montagem glamorosa  da Companhia Internacional de Marionetes Rosana Picchi; Um teatro de bonecos paupérrimo na Feira de Craíbas;
UMA PEÇA QUE QUERO MONTAR: Molière- O burguês fidalgo
                       
Molière (1622-1673)
VITRINE
Marcos Wanderley em Insônia




Homero Cavalcante
e Ronaldo de Andrade



PÉROLAS DE HOMERO
"Não me considero um grande ator, mas gosto de estar no teatro pela folia, pela paixão... 
"O teatro é um divertimento que educa, que desperta..."

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