segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Chá da Tarde 2010


‘Chá da Tarde’ faz retrospectiva das produções cênicas locais 

O evento promovido pela Cia do Chapéu acontece no dia 15 de dezembro, na sede da companhia, a partir das 18h.

O Chá da tarde realizado pela Cia. do Chapéu acontece no dia 15 de dezembro, na sede da companhia, localizada na rua do Cefet nº72, a partir das 18h. A proposta é discutir as produções locais no campo das artes cênicas.
         Com o intuito de fazer um balanço anual das produções cênicas locais o Chá da Tarde propõe uma discussão sobre ações a serem desenvolvidas em 2011.
         O evento terá exposição de materiais dos espetáculos que se apresentaram neste ano, intervenção artística, varal de textos e música com o grupo Sambade 2.

O grupo

A Cia. do Chapéu iniciou suas atividades em 2002, realizando intervenções artísticas, performances teatrais e improvisações no Centro de Maceió, unindo o teatro a vida cotidiana. Têm em seu repertório três espetáculos montados: Apesar de você, Alice!? e Uma noite em Tabariz.O grupo tem experiências voltadas as intervenções cênicas e urbanas e promove anualmente a Jornada de Intervenções. Neste ano juntamente com grupos locais, fez a produção da I Livre Conferência de Teatro/Alagoas. Atualmente está na montagem de “Graças”, espetáculo contemplado com o Prêmio Alagoas em Cena.

Serviço
Evento: Chá da Tarde
Grupo: Cia. do Chapéu
Local: Sede da companhia
(Rua Mizael Domingues, nº72 – Poço- em frente ao portão principal do Cefet)
Data: 15/12
Horário: a partir das 18h
Público alvo: Grupos de Teatro
Entrada Franca
Mais informações: (82) 9913-7794 – Natalhinha Marinho

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fio de sangue

Por: Murilo Galdino - Maceió, 26 de Novembro de 2010

A intervenção fio de sangue ocorreu na tarde do dia 26 de outubro de 2010 na Praça Deodoro, no centro de Maceió. As 14 horas chegamos no local , onde juntos, Thiago, Donda e eu, escolhemos um espaço entre dois canteiros da praça, onde havia um poste entre eles, daí começamos a preparar a cena, violência é o tema desta intervenção . Amarramos vários fios de lã vermelha do canteiro ao poste, e pregamos vários recortes de jornais com matérias acerca da violência formando um varal de notícias, em seguida jogamos sangue cênico em cada recorte, com isso os recortes pingavam sangue no chão da praça. A praça se encontrava movimentada, pessoas caminhando e muitas sentadas nos bancos.

Algumas pessoas passavam e ficavam observando e as pessoas que ficaram sentadas próximo a nós acompanharam todo desenvolvimento da intervenção, induzidas na curiosidade de saber, talvez ,como aquilo terminaria. Em seguida derramamos bastante sangue abaixo do varal, formando assim uma grande mancha de sangue. Nosso material foi simples: fios de lã vermelha, pregadores de madeira, recortes de jornais e sangue cênico (mistura de mel, anilina e xarope de groselha).

Adorei fazer esta intervenção. Vemos relatos de vários tipos de violência que ocorreram e ocorrem no estado e são mostrados em boletins e edições diárias de jornais que duram até o final do dia e depois são esquecidas, só não esquecidas nas vítimas e pessoas envolvidas nos acontecimentos. O varal será muito impactante para as pessoas que passarem e verem. Instigará as pessoas sobre aquilo, notícias sangrando se igualando da mesma forma como ocorreram as violência narradas, com certeza pessoas irão se identificar com aquela mancha de sangue seja como vítima ou causador e outras abrirão os olhos para os problemas em nossa volta e a que ponto chegamos nessa história.




sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mostra de Garagem

O que tivemos ontem:

Ancestral
Performance de Jadiel Ferreira





Instatâneo Integral
Performance de Mary Vaz




* Fotos de Renata Marques

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

Graciosa












Um livro fechado, a espera de...

















De deguste....

De desgostos...

De desgaste...

Ao sol e seca vida...



sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Instigante

Por mais que só nos encontremos uma vez por semana (por enquanto) e tenhamos tido uma pausa por causa das apresentações de Tabariz o processo do MAL (nome provisório) tem sido algo realmente instigante nesse momento. A direção do Thiago é generosa, pontual e precisa, ele consegue nos conduzir por outros caminhos e pensamentos cênicos de maneira sutil. E a parceria de Joelle e Murilo tem me comovido. Principalmente em ver Murilo em sua primeira experiência no teatro como ator e também por poder participar de um processo mais profundo com a Joelle, são pessoas que conheço pouco do pensamento teatral. É primeira, em dez, vez que participo de um processo de uma peça realista e isso tem mexido comigo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Uma Graça


Das secas vidas de graci
Das vidas secas de liano
De Quebrangulho a Palmeira
Do velho graça a sempre nova graça

O nosso Mestre e Major
O natural cabra da peste
Fala nordeste, mas se escreve sertão
O indireto mais direto
Do ofício que se quis ter
Do jornal a prefeitura
Uma ingênua criatura, se é que podemos dizer

O que bate sem levantar a mão
E atira o cinturão nas costas do poder
Fala baixo com alto falante
O natural andante das Alagoas

Nosso pretérito tão presente
Que mesmo ausente na carne
Passa a cada instante
Pelas palavras escritas e faladas
Nas longas madrugadas ao despertar
Do novo tão velho sertão.

Natalhinha Marinho

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Graças

Nova cria do grupo: contemplado no Edital Alagoas em Cena, patrocinado pela SECULT e Caixa tem estréia prevista para novembro de 2010.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dobradinha do Chapéu


Dobradinha do Chapéu

Os espetáculos teatrais “Alice!?” e “Uma noite em Tabariz” da Cia. do Chapéu, se apresentam nos dias 21, 22, 28 e 29 de maio e 04 e 05 de junho, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, sempre às 19h.

“Alice” e “Uma noite em Tabariz” estão de volta no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, no Projeto Dobradinha do Chapéu, nos dias 21,22, 28, 29 de maio e 04 e 05 de junho, sempre às 19h.

O espetáculo “Alice”, que se apresenta desde 2007, volta com inovações cênicas. A história da menina Alice é uma releitura da obra Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, sob a direção de Thiago Sampaio, e revela um outro País das Maravilhas: o teatro.

Publicada em 1865, a obra conquistou leitores de todas as idades ao apresentar uma aventura fascinante onde a fantasia acontece num mundo do inusitado e o surrealismo caminha com a realidade vivida pela protagonista. O escritor Lewis Carroll ficou conhecido como escritor de histórias infantis, mas ele foi muito mais do que um mero escritor. Os dois livros que escreveu com Alice como personagem principal podem parecer dirigidos para o público infantil à primeira vista, mas num olhar mais aprofundado percebe-se que são cheios de críticas sociais, ironias, citações e "transcriações".

O elenco da peça traz os atores Jonatha Albuquerque, Laís Lira, Magnun Angelo, Tácia Albuquerque e Thiago Sampaio, responsável pela direção. Ele também assina a adaptação, ao lado de Erisvaldo Tavares.

“Uma noite em Tabariz”, vencedor do prêmio Espia 2009 na categoria espetáculo do ano, conta histórias e estórias, dores e amores dos amantes da boemia do antigo bordel de Maceió, com texto de Luiz Sávio de Almeida e música de Macléim.

Personagens imaginários revelam, entre músicas e passos de tango, uma das noites mais badaladas na década de 50, no Tabariz. O prostíbulo, que era localizado na Rua Sá e Albuquerque, no bairro do Jaraguá, em Maceió, é a inspiração para criação dos personagens. Criado por Benedito Mossoró, o prostíbulo marcou a história da capital alagoana, sendo reconhecido em trabalho de conclusão de curso da Universidade Federal de Alagoas e tema de samba conhecido nacionalmente na voz de Martinho da Vila.

O escritor Luiz Sávio de Almeida, que conta em seu currículo com textos montados de teatro desde 1984, agora aparece com um rico texto que deslumbra o fascínio de relembrar as belas noites do bairro de Jaraguá. Macléim, cantor e compositor, revela sua criatividade musical fazendo uma transição por diversos ritmos, passando pelo tango, blues, bolero, baião até chegar no frevo, demonstrando um registro simultâneo de sons a vida dos personagens e aos amantes da noite.

O espetáculo traz os atores Fabrício Barros, Jailson Natividade, Joelle Malta, Jonatha Albuquerque, Laís Lira, Magnun Angelo, Thiago Sampaio e Tácia Albuquerque, que também é responsável pela direção, além dos músicos André Cavalcanti e Natalhinha Marinho.

O grupo

A Cia. do Chapéu iniciou suas atividades em 2002, realizando intervenções artísticas, performances teatrais e improvisações no Centro de Maceió, unindo o teatro a vida cotidiana. O primeiro espetáculo foi Apesar de Você, com texto de Thiago Sampaio e Amanda Daniele, que estreou em 2003 e fez apresentações até 2004. Em 2005, inicia as pesquisas para montagem do espetáculoAlice!?, adaptação de Erisvaldo Tavares e Thiago Sampaio do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, estreando em 2007. No mesmo ano, o grupo realiza experiências voltadas a intervenções cênicas e urbanas, com a Jornada de Intervenções, em novembro. E, em dezembro realizou o primeiro Chá da tarde, que já está na terceira edição, onde discute as produções cênicas do ano, juntamente com outras companhias de teatro. Em 2009, estreou Uma noite em Tabariz, mesclando música e teatro em seu primeiro musical, experimentando possibilidades de dança, som e cena. Em abril de 2010, fez parte da produção da I Livre Conferência de Teatro de Maceió, mobilizando a classe artística para o desenvolvimento de ações culturais.


SERVIÇO


Temporada: Dobradinha do Chapéu

Espetáculos: “Alice!?” e “Uma Noite em Tabariz”

Grupo: Cia. do Chapéu

Local: Teatro de Arena Sérgio Cardoso

Datas:

21/05 (Alice!?) 22/05 (Uma noite em Tabariz)

28/05 (Alice!?) 29/05 (Uma noite em Tabariz)

04/06 (Alice!?) 05/06 (Uma noite em Tabariz)

Horário: 19h

Ingressos: R$5 (estudante) e R$10 (inteira)

Passaporte para os dois espetáculos: R$8 (estudante) e R$16 (inteira)

Classificação: 14 anos apenas para “Uma noite em Tabariz” (“Alice!?” a classificação é Livre)

Mais informações: (82)9913-7794 Natalhinha Marinho

quarta-feira, 24 de março de 2010

IML - ISOLAMENTO MACEIÓ LIMITADA














Somos uma das poucas capitais brasileiras que não possuem leis de incentivo a cultura nem na esfera municipal e nem na esfera estadual. Ficamos a mercê unicamente da Lei Rouanet, competindo com os demais grupos de todo o Brasil. Para que nossas artes e nossos movimentos culturais não morram venham nos ajudar nesse ato público:


IML

ISOLAMENTO MACEIÓ LIMITADA

DIA: 27 DE MARÇO

HORÁRIO: 11 HORAS DA MANHÃ

LOCAL: EM FRENTE À IGREJA DO LIVRAMENTO – CENTRO

AÇÃO A SER REALIZADA: Pessoas vestidas de preto deitadas no chão como um amontoado de corpos. (sugestão: levar papelão para deitar em cima, o chão pode está quente do sol)



CONTAMOS COM VOCÊS!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Entrevista


Magnun: O que é intervenção cênica para você?

Thiago: Para mim, o termo “intervenção cênica” está relacionado a uma representação teatral, de dança ou circense realizada em espaços a princípio não pensados para esse tipo de ação. Intervir segundo minha compreensão é provocar uma ruptura numa ordem estabelecida (social, arquitetônica, política, artística…). Então quando falo em intervenção cênica, penso numa ação artística ligada às artes cênicas e realizada em espaços não-convencionais. Intervir, para mim, tem relação direta com o rompimento do uso convencional do espaço e da ordem social.


Magnun: Por que faz intervenção?

Thiago: Pela possibilidade diferenciada (em relação aos espetáculos de palco) de provocar um impacto junto ao público. Intervindo, rompendo com certa ordem estabelecida, é possível surpreender com mais força e gerar discussões mais imediatas sobre a sociedade em que vivemos.

Magnun: O que acha mais importante quando esta intervindo?

Thiago: A relação com o público. Perceber como reagem às ações, ao inesperado, ao inusitado.


Magnun: Fale o que quiser sobre as ações intervencionistas da Cia do Chapéu.

Thiago: Percebo como um trabalho que ainda é tímido, porém bastante relevante no contexto das artes em Alagoas. Realizar esse tipo de trabalho numa cidade ainda fortemente ligada à cultura do teatro de palco, não raras vezes tendo o texto dramatúrgico como eixo da obra; representa, a meu ver, um diferencial, em termos de abordagem junto ao público e especialmente no que se refere ao sentido e ao significado da Arte. A Cia. do Chapéu iniciou seu trabalho com as intervenções de maneira instintiva e aos poucos foi agregando e organizando o conhecimento em torno dessas experiências e hoje eu creio que há mais propriedade nos seus trabalhos, inclusive nos espetáculos teatrais.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009



No dia 21 de dezembro no Museu Théo Brandão a Cia. do Chapéu realiza o Chá da Tarde, a partir das 18h. O evento que acontece desde 2007 promove discussões sobre as produções artíticas locais de 2009 e festeja a chegada de 2010.

Durante o evento acontecerão:
mesas temáticas relacionadas as produções artísticas, intervenções cênicas, exibição de videos produzidos aqui em Alagoas, exposição dos cartazes dos espetáculos do ano, apresentação musical do grupo Sambade 2 e discotecagem com os Djs Laetitia.

Entrada Franca

Obs.: a confraternização é coletiva e cabe a cada um levar opções de lanche.

=)

espero todos lá.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Entrevista

Intervenção Vende-se esse Rio
Interventor: Donda Albuquerque
Foto de Isaac Feitosa


Magnun: O que é intervenção cênica para você?

Donda: O ato de mexer no cotidiano, mobilizando a sociedade a pensar de uma forma diferenciada do dia-a-dia, fazendo-a questionar tanto a sua postura, quanto ao que a cerca. Este ato é revolucionário, acionário, ativista, político apartidário, social, cultural, artístico e acima de tudo humano.

Magnun: Por que faz intervenção?

Donda: Comecei a perceber que tenho a visão acomodada. Eu via pessoas, acontecimentos, atrocidades, infâmias e não me dava conta que não os percebia como verdadeiramente são e o tudo que causava. Acredito que quando constatamos algo, que em nosso julgamento, é errado, temos o dever moral e ético de fazer algo que mude, concerte, ou que pelo menos deixe todos conscientes do que está acontecendo. Por ser artista vejo a intervenção como um excelente veículo para essa mudança de olhar, uma provocação na inércia da sociedade.

Magnun: O que acha mais importante quando esta intervindo?

Donda: Que a questão escolhida para ser discutida na intervenção seja realmente executada. É muito importante estarmos atentos e focados na ideia que queremos discutir com a intervenção. Logo a ação pré-concebida se torna frágil, a ação é o meio de alcance, mas é preciso que o interator esteja atento em todos os aspectos da intervenção para que o foco permaneça, nem que isso altere a ação.

Magnun: Fale o que quiser sobre as ações intervencionistas da Cia do Chapéu.

Donda: Acredito que no momento estamos dispersos com a realização das intervenções. O que é engraçado, visto que em um momento anterior na história da Cia. do Chapéu que foram as intervenções que nos mantiveram juntos quando estávamos dispersos. Acredito que relaxamos um pouco determinando o período certo para realizarmos intervenções – Jornada de Intervenções – gostaria que pudéssemos fazer mais intervenções durante todo o ano e usar a jornada como uma “mostragem” concentrada desta ação que é tão importante para a companhia já que foi através das intervenções que surgimos e nos mantivemos juntos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

"Hoje começa outra noite de bebida aqui no bar"




Esse é o "chamado" para apreciar o musical "Uma noite em Tabariz".

Nos dias 22 e 29 de outubro no Mandala Café e Restaurante, localizado
no Centro de Maceió - próximo ao Teatro Deodoro, o espetáculo da
Cia. do Chapéu voltará a se apresentar.
Com letra de Luiz Sávio de Almeida e música de Mácleim,
os musicistas e atores da Cia. criam e recriam sons e personagens
inspirados no antigo bordel de Maceió, o Tabariz.
Entre os passos de tango e a música o espetáculo se apresenta em um cenário
mais próximo do seu contexto histórico, não necessariamente um bordel,
mas um bar que traz em sua estética um lugar totalmente revitalizado
dando vida ao Centro de Maceió.
Com o Projeto Mandala Cultural além de "Uma noite em Tabariz" terá em seu
cenário exposição de 3 artistas plásticos: Agélio Novaes,Lula Nogueira e Siloé Amorim.

Não deixe de atender esse chamado...
a partir das 21h estaremos à sua espera...
ingressos podem ser adquiridos no local...

Mais informações: (82) 8863-9601/9969-4365/9913-7794

Produção Executiva: Alexandre Holanda

*As fotos utilizadas nessa postagem são de Bárbara Esteves e Raul Spinassé.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009




Nos dias 26 de agosto e 02 de setembro o palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso apresenta o espetáculo Uma Noite em Tabariz, da Cia. do Chapéu, as 19h30. O musical é composto por várias situações que se passam no bordel Tabariz, personagens fictícios mostram suas histórias circulando entre a música, a dança e o teatro.


Com uma mistura de ritmos os personagens narram a boemia do bairro Jaraguá, em Maceió; retratando cenas que entrelaçam prostitutas e seus amantes de maneira inusitada, cantando e atuando suas próprias vidas.


O espetáculo aborda com sutileza questões sociais que envolvem os dramas e as alegrias dos personagens, suas angústias, confusões, seus conflitos e emoções que se estendem e encantam, tanto quem viveu no início da formação dos bordéis da cidade, quanto os interessados em conhecer essa realidade tão pouco mostrada com uma beleza poética original e a uma musicalidade diversificada.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Entre putas e cacos...


TABARIZ...
Uma novo caminhar da Cia do Chapéu....
Obra do autor zeloso Luis Sávio de Almeida e do compositor provocativo Mácleim...
Estórias e Histórias se cruzam entre dores e amores...
Amor não consola o coração,
de quem nasce amargurada...
Eu sigo na vida vivendo,
amando sem ser amada...
Sou uma roupa lavada,
pendurada no varal...
Que o vento bate e suja,
no rolo do vendaval...
Sou um pedaço de vida,
pingando em maresia,
um pedaço de tecido que já foi fantasia...
Se gemo, gemo tristonha...
Como geme uma fronha, que não tem mais serventia...
Como geme o lençol,
em que o amor se acabou...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Acordados...

Enquanto, como diz Thiago, Alice!? dorme... Sonha... Tabariz acorda e traz consigo a vontade e curiosidade de quem acabou de acordar e percebeu que há um vazio em seu estômago... vazio a ser preenchido... e esvaziado... e preenchido... Com toda comida que lhe caiba a matar esta fome... de comer... de comida!

O vazio se questiona... O que comer? Raparigas? Putas? Mocinhas? Médicas? Cornos e capados? Mortos? Bêbados?

E por falar em bebida... Garçom!!! Bebida, por favor... Para nos ajudar a mastigar, triturar todas as possibilidades de alimento...

... que alimente a nossa arte... e o mais novo processo!

Alice!? Não será em nossas vidas o começo de um fim, Nem o fim de um começo... Mas será Tabariz o começo de um início sem fim...” O que você quer dizer? Explique-se! Não posso... É que ontem eu fui dormir Alice!? e hoje eu acordei Tabariz...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sonhando...

No último dia 30 de maio, encerramos a temporada do espetáculo "Alice!?", no Teatro SESC Jofre Soares. Foi a 7ª temporada do espetáculo desde sua estréia em 2007.

De lá para cá, essa garotinha curiosa viveu aventuras ora divertidas, ora bem difíceis, mas ambas inesquecíveis. Ela que nasceu num quarto minúsculo de quintal e se desenvolveu na sala de ensaio do CENARTE, teve sua primeira bilheteria quase que totalmente roubada, num assalto à mão armada; teve as roupas rasgadas, mas ganhou novas em seguida; tirou fotos e mais fotos; leu o poema de abertura das mais diversas formas; tomou chá na platéia e depois no palco; viajou por Matriz de Camaragibe e por São Miguel dos Campos; e, claro, correu por boa parte de Maceió atrás do Coelho falante perguntando como chegar no teatro... E chegou. Apresentou-se no Centro Cultural SESI, no SESC Centro, numa quadra de escola, num mini auditório e também no Teatro de Arena.

Agora Alice pede licença para adormecer depois dessa jornada de dois anos de muita correria. Agora ela sonha com outros jardins esquesitos, com outras terras, com outros teatros...

A Cia. do Chapéu diz até logo para Alice. Que ela descanse para que num futuro não tão distante possa despertar e reencontrar a Lagarta, o Coelho, a Duquesa, o Gato, a Lebre, o Chapeleiro e a Rainha e, evidente, o público!

Nos encontramos num novo processo criativo e portanto será preciso administrar o tempo para evitar desgastes desnecessários. Alice não morreu, apenas dorme, sonha...

Essa sua última temporada foi possível mediante muito trabalho, mas também muito prazer. Para isso contamos com o importante apoio do SESC Alagoas, da Secretaria da Cultura do Estado, UFAL, Instituto Zumbi dos Palmares, TV Alagoas, Serconta Contabilidade; Usagi Produções Audiovisuais; Urucun Estúdio, CESMAC, Saudáveis Subversivos e de todos que nos prestigiaram. Nosso muito obrigado a todos vocês!

Forte abraço e até já!